O Violinista Verde – Marc Chagall

Um pouco de artes plásticas, mas sem fugir do tema😉

O Violinista Verde, 1923–24

Seu verdadeiro nome Moishe Zakharovich Shagalov

Desde cedo, Chagall revelou sua personalidade na Escola de Paris. O crítico e promotor berlinense Herwarth Waldeu, escolheu-o para uma mostra, a sua primeira, na galeria “Der Sturm”, em Berlim, um dos principais pontos do movimento modernista. A introdução do catálogo, muito adequadamente, foi escrita pelo poeta e grande crítico. Apollinaire André Breton. Este, em seu manifesto surrealista, reconhece em Chagall o formulador ideal da fusão entre a poesia e as artes plásticas tão ambicionadas pelo surrealismo. “A metáfora assinala sua entrada triunfal na pintura moderna apenas por intermédio de Chagall”, dizia.

O ponto em comum entre Chagall e o surrealismo é a exaltação do sonho, do inconsciente, do ilógico. Aqui, de nada valem as leis do mundo físico, não há mais barreiras entre os diversos reinos da natureza e as diferentes fases do tempo. Como no pensamento mágico, as coisas que normalmente são alheias entre si tornam-se interligadas. O presente não é só o “agora”, é também a lembrança do passado. A verdade é subjetiva. Por isso, a arte de Chagall representa a autobiografia íntima do pintor. Quando o artista chegou à Paris, já trazia consigo essa perspectiva poética e ilógica do inconsciente e da intuição, radicalmente oposta à reflexão racional. Vitebsk, mais do que Paris, responde pelas inclinações mais profundas que dirigiram sua expressão rumo ao fantástico. Assim como os poetas criaram a licença poética, Chagall criou a “licença pictórica” com seus quadros – algo que o público, uma vez vencida a relutância inicial, passa a aclamar.

Até mesmo suas recordações de infância tornam-se mais líricas, como se passassem da memória para a tela através de um filtro de delicada sensibilidade. É o caso de “O violinista verde”. Chagall retrata seu personagem, um judeu humilde, oriundo de guetos russos, vestido com a toga de seu avô rabino. O rosto pintado de verde acentua a suavidade e a melancolia de seus traços.

A atividade do artista é intensa, com numerosas exposições em vários países da Europa. Dedica-se, ainda, à ilustração de obras literárias de Gogol a La Fontaine e à Bíblia.

Conheça mais algumas telas desde pintor aqui

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