Osesp tem vagas ociosas no quadro de violinistas

 

 

Ao todo, faltam nove instrumentistas: o diretor artístico promete completar os quadros até julho

por Ana Fuccia

Salário de 10 300 reais mensais, com direito a décimo terceiro, plano de saúde e seis semanas de férias. Isso para a nobre função de executar solos durante apresentações e chefiar parte dos músicos da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, a Osesp, a mais prestigiada do país. Apesar disso, as duas vagas mais importantes do naipe dos segundos-violinos estão sem ocupantes desde que foram abertas, em fevereiro de 2008. Apareceram trinta candidatos. “Nenhum foi aprovado para a fase de testes”, conta o regente Antônio Carlos Neves Pinto, responsável pelo processo seletivo (veja como é feita a escolha no quadro abaixo).

Numa comparação exagerada, o ex-maestro da Osesp John Neschling, que deixou os postos de diretor artístico e regente titular em 2009, costumava dizer que:

 

tocar na orquestra é tão difícil quanto ser presidente da República

 

De fato, ocupar os postos-chave costuma ser tarefa árdua. Mesmo para quem já é da casa, como o americano Matthew Thorpe, músico do grupo desde 1998. Foram necessárias seis tentativas para que ele conseguisse ser promovido da posição de violino de fila (também chamado de tutti) à de assistente do chefe dos segundos-violinos. “A cobrança é altíssima e qualquer nervosismo pode arruinar a apresentação do candidato”, diz ele, que hoje integra o comitê de escolha dos novos quadros. Segundo Thorpe, ainda faltam no Brasil grandes músicos do naipe de cordas. E para provar seu ponto de vista ele lembra que vinte dos trinta violinistas da Osesp são estrangeiros. “Isso nos obriga a procurar em outros países”, afirma.

Quando a busca parte para outros continentes, a situação se complica por causa dos salários. Embora 10 300 reais estejam acima da média dos brasileiros, às vezes são considerados pouco convidativos para quem vem de fora. Qualquer integrante da Sinfônica de Chicago recebe, no mínimo, o equivalente a 18 000 reais por mês. “Para alguns profissionais, simplesmente não compensa toda a exigência daqui”, diz a presidente da associação dos músicos, a violoncelista Maria Luísa Cameron. Não à toa, uma das primeiras medidas de Neschling ao tomar posse, em 1997, foi promover concursos a cada seis meses. Ao longo de seu mandato, porém, os testes passaram a ocorrer com menor frequência. A razão, comenta-se nos bastidores, seria o gênio forte do maestro. Segundo essa versão, à medida que se desentendia com os músicos, Neschling substituía-os por outros com quem tinha melhor relacionamento. Por esse motivo, existem ainda hoje sete vagas sem titular, além das duas de violinista — músicos “prestadores de serviço” preenchem- nas temporariamente. Uma delas, a de flautista solista, segue nesse sistema desde 2001, quando foi demitido o último ocupante, Rogério Wolf. Sua situação, aliás, é peculiar: no ano passado, ele voltou a atuar como convidado no posto que um dia foi seu.

Recém-empossado diretor artístico da Osesp, o crítico musical Arthur Nestrovski afirma que pretende completar os quadros até o fim deste semestre. “Nosso objetivo é chegar ao Festival de Inverno de Campos do Jordão, em julho, com todas as vagas preenchidas”, diz. Os postos são para flauta, violoncelo, oboé, fagote, percussão, viola e violino de fila, cujos salários giram em torno de 9 000 reais. As datas e os locais dos testes ainda não foram definidos. “Quem for selecionado no exterior será chamado para participar da etapa final, em São Paulo”, adianta Nestrovski. Nesse estágio, a audição será conduzida pelo maestro francês Yan Pascal Tortelier, atual regente titular. Resta saber se haverá candidatos à altura.

COMO É O PROCESSO DE SELEÇÃO DA OSESP

■ Na primeira fase, além de um currículo, os candidatos enviam um CD ou DVD com registro de uma peça executada por eles.
■ Duas rodadas de audições com o maestro e chefes de naipe esperam os aprovados. Nessa etapa, os aspirantes ficam ocultos por um biombo para garantir a isenção do processo — sem saber de quem se trata, não há como favorecer um amigo, por exemplo.
■ Se houver dúvidas em relação à competência do músico, ele pode passar por um período de experiência de três meses.
■ Os escolhidos encaram ainda o chamado período probatório. Trata-se de um ano crítico em que um eventual deslize pode render demissão.

 

Fonte: Veja

Edição 2151

Guia do Estudo Saudável – Parte 2

Adaptação do local de trabalho/estudo e seu mobiliário

      Os locais onde o músico pratica (ou se apresenta) influenciam todos os aspectos de sua performance. São necessários  recursos  físicos que garantam a qualidade de seu desempenho musical, seu conforto, e principalmente, não lhe cause danos físicos. 
      Uma  procura  por mobiliário  voltado  à  realidade  dos músicos  tem-se  acentuado  nas últimas  décadas,  com  uma  sensível  ampliação  de  pesquisas  e  de  mercado.  Projetos direcionados  à  atividade  do músico,  que  aliem  um  novo  design  e  funcionalidade,  como  as “Opus  Chairs”,  a  cadeira  Wenger  para  violoncelo,  o  banco  Stokke  para  violão,  têm  se agregado  às  já  conhecidas  banquetas  para  contrabaixo,  piano  e  cadeiras  para  regentes.
Contudo,  permanece  a  tradição  da  padronização  em  conjuntos  como  as  grandes  orquestras, desconsiderando  as  diferenças  antropométricas,  a  carência  de  sistemas  de  regulagens  e  as especificidades mais finas da atividade de cada instrumentista.

O recomendado é que o violinista, sempre que puder, alterne  o  estudo  sentado  com  o  estudo  em  pé,  controlando  a  própria  postura  nas  diferentes situações, para evitar desequilíbrios posturais. 
      Para  tanto, é necessário que ele encontre uma cadeira que  seja, além de confortável, eficiente  em  sua  função,  que  é  manter  o  corpo  do  músico  equilibrado,  proporcionando
liberdade de movimentos e estabilidade, condições essenciais para uma prática saudável.

Paull  e  Harrison  (1997)  discutem  a  manutenção  de  posturas  no  instrumento  e  sua relação com a posição sentada, e afirmam que os joelhos devem permanecer abaixo da altura
dos quadris, a fim de favorecer a lordose lombar. O assento, portanto precisa ser mais alto em
sua parte posterior, como nas almofadas  em  formato de cunha. Tal efeito  também pode  ser
obtido por meio da elevação dos pés posteriores de uma cadeira. O formato da parte da frente do  assento  requer  cuidados  para  evitar  quinas muito  acentuadas,  que  por  sua  característica pressionam a musculatura, além de uma boa divisão do peso do tronco sobre os ísquios se faz fundamental  para  facilitar  o  equilíbrio  da  postura,  bem  como  um  bom   posicionamento  das pernas e proporcionar o apoio dos pés do violinista no chão. 
      A cadeira não deve ser muito baixa, para evitar flexão demasiada nos quadris e joelhos
e a altura  deve  ser  tal  que  as  pernas  formem  um ângulo de mais de 90°  com o  tronco.

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      Cadeiras  giratórias  ou  com  rodinhas  são  inadequadas,  pois  exigem  do  violinista  um
esforço  constante  para  estabilizar  a  posição,  esforço  este  que  influi  na  ocorrência  de sobrecarga muscular. É aconselhável utilizar cadeiras com encosto, para que o músico possa escansar  nos  intervalos  entre  peças  ou  nas  pausas  dos  ensaios  de  orquestra,  ou mudar  a posição, utilizando  toda  a  área do  assento, proporcionando  assim um  apoio dorsal  à  coluna lombar. 

A cadeira deve  ter altura necessária para que os pés  tenham apoio no chão. Uma vez
que  nem  todos  os músicos  têm  altura  semelhante,  é  aconselhável  que  para  os ensaios  de orquestra, por exemplo, haja dois tipos diferentes de cadeira: um com altura de assento de 47 cm, outro com altura de assento de 51 cm. Um auxílio menos caro são almofadas ortopédicas com inclinação para frente (em formato de cunha, como já citado). 
A estante de partituras é outro item que deve ser adaptado para o violinista, a fim de se evitar  posições  inadequadas  da  coluna.  A  altura  deve  ser  ideal,  garantindo  que  o instrumentista não tenha que alterar sua postura para visualizar a partitura perfeitamente. 

O uso de estante em situação de estudo individual apresenta características diversas da situação camerística, na qual a comunicação com os demais músicos se faz necessária, ou da prática  em  grandes  conjuntos,  onde  é  imprescindível  perceber  o  gestual  do  condutor. O compartilhamento de uma mesma estante por músicos que tenham necessidades visuais muito díspares  pode  acarretar  posturas  desfavoráveis  e  sobrecarga  cognitiva,  a  serem  negociadas entre os pares. A disposição do posto e do espaço de trabalho, aliada a condições ambientais favoráveis, propicia uma sensível diminuição na ocorrência de desconforto. (COSTA, 2005).
      Para o estudo, o  indicado é que a partitura  fique centralizada na altura dos olhos do violinista, que terá ampla perspectiva tanto do topo quanto do final da página. Já em concertos em que são utilizadas partituras, em geral se posiciona a estante num nível mais baixo, dando ao público a possibilidade de ver o rosto e o instrumento do músico. Quando nessa posição de performance, o violinista tem de atentar para não direcionar o instrumento para baixo a fim de olhar  a  partitura;  deve  manter  a  postura  normal  e  ajustar  a  estante  de  modo  que,  apenas baixando os olhos em direção a ela, seja possível visualizá-la.
      Esta  é  uma  questão  que  gera  discussões  em  orquestras,  pois,  além  de  a  estante,  na maior  parte  das  vezes,  ser  um  item  compartilhado  com  outro  músico  ela  é  posicionada centralizada em relação aos dois músicos, sendo que um deles olha à esquerda e a visualiza e outro – o mais prejudicado da dupla – tem de se voltar à direita para visualizá-la. 
       Há uma série de ajustes que podem ser feitos na estante de partituras (como sua altura
e  sua  inclinação,  por  exemplo),  que  variam  de  acordo  com  a  diferença  de  altura  entre  os músicos  que  a  dividem,  se  um  ou  ambos  possuem  algum  problema  de  visão,  sempre observando  o  posicionamento  dos  músicos  dentro  da  orquestra,  posto  que  eles
prioritariamente têm de estar voltados para o regente.

O violino é posicionado no lado esquerdo do corpo do músico, então, o violinista tem de girar o corpo e o instrumento a fim de ler a partitura. Manter desta posição é extremamente desconfortável e traz inúmeros problemas de postura. Para evitá-la é muito simples, bastando aos  dois  músicos  (principalmente  àquele  que  tem  de  visualizar  a  estante  à  sua  direita) direcionar a cadeira para onde a estante está.

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Video Aula – Afinando o Violino

Por indicação de meu aluno virtual tive a oportunidade conhecer o trabalho de Francis David e suas aulas do Youtube. Até então eu só conhecia o “Professor V” o qual por ter outra nacionalidade lessionava apenas em inglês.

Com relação ao conteúdo desta aula o que posso dizer é que todas as informações são muito boas, mas para um aluno com ouvido ainda destreinado pode ser muito dificil distinguir os intervalos de quintas justas.

A sugestão é para que se escute bastante esses intervalos antes de se aventurar com as cravelhas. Use um teclado ou programa de computador quem sabe. Arrebentar cordas é até comum, mas não vamos sair desperdiçando né…

Boa sorte pessoal, outra hora eu devo publicar mais a respeito…

Francis Davido

Guia do Estudo Saudável – Todo violinista devia saber…

Olá ventrílocos da mariposa marrom de madeira!

Pra vocês que chegaram na idade do CONDOR tão cedo…Condor aqui, dor ali…

Tocar  de maneira  desenvolta,  livre  de  desconforto  físico,  de  problemas  técnicos,  e preocupações de qualquer ordem – é uma conquista que  todo músico almeja. Consegui-la é difícil, mas com um trabalho consistente é perfeitamente possível.

Esta seção é um pequeno guia de propostas para um  tocar mais produtivo, alcançado através de modificações – muitas vezes pequenas – nos materiais, acessórios, no violino, nos hábitos de estudo e de vida. As modificações  sugeridas estão divididas em duas partes, das quais a primeira é composto de medidas a serem tomadas com o violino à mão para melhorar a prática e o desempenho musicais. A segunda contém sugestões de mudanças a serem feitas sem o violino, mas que indiretamente, influenciarão o desempenho também.

Adaptação do violino e seus acessórios ao corpo do violinista:


É primordial que o violino com o qual o músico pratica  seja adaptado para ele. Um violino mal  ajustado pode  ser uma  fonte  inesgotável de problemas  físicos.  Já  é  complicado para o corpo lidar com as demandas usuais do violino, então, o melhor a se fazer é minimizar o esforço, para que se maximizem os resultados.

Um  cavalete muito  alto,  por  exemplo,  além  de  dificultar  a  digitação,  sobretudo  em posições  altas,  pode  obrigar  o  violinista  a  fazer  muito  mais  esforço  para  tocar  que  o necessário.  O  ajuste  é  rápido,  custa  muito  pouco  e  a  diferença  é  enorme.  A  manutenção periódica do violino faz bem à saúde do instrumento e do instrumentista. Por  outro  lado,  alguns  problemas  são  um  pouco maiores.

Um  violino muito  grande para o violinista  (ocorrência usual em pessoas de baixa estatura que  tocam com violinos de proporção  inteira),  requer  muito  esforço  para  ser  tocado;  as  distâncias  e  o  desgaste  são proporcionalmente maiores. Geralmente, quando o violinista  tem de diminuir o  tamanho do violino,  e  trocar  aquele  instrumento  com o qual – por maior que  seja –  já  está habituado  a tocar, os  fatores que o  levam a hesitar para  fazer a  troca  são dois –  a perda  sentimental do violino antigo; e o medo de comprometer consideravelmente sua produção de som,  trocando seu  violino  de  tamanho  normal  por  um menor.  Esta  resistência  é  comum,  considerando  o tempo  que  o  instrumentista  passa  diariamente  com  o  violino,  e  tende  a  passar  tão  logo  o violinista se adapte ao novo instrumento. Ainda, há possibilidades de se negociar este tamanho menor, contatando um luthier para  construir  o  violino,  de modo  a  adaptar  a  proporção  do  instrumento  de  acordo  com  a necessidade do músico. O mesmo  acontece  com  os  acessórios  acoplados  ao  violino,  como  a  queixeira,  e  o suporte.

A forma da queixeira é de extrema importância para o apoio do instrumento no corpo –  já que ele não é e nem deve ser preso ao corpo do  instrumentista – pois é nela que o  lado esquerdo do maxilar pousa. De acordo com o formato do maxilar do violinista, a altura do seu pescoço  e  qual  a  posição mais  confortável  para  tocar, o  formato  e  a  altura  da  queixeira adequada são diferentes – e por isso, o violinista deve encontrar a queixeira certa para que não necessite ajustar o instrumento na posição o tempo todo. Muitas  vezes  a  queixeira  é  escolhida  por  seu  desenho,  mas  essa  escolha  é  feita pensando no efeito estético que ela vai ter no violino. Na verdade a estética é secundária, e a queixeira deve ser avaliada pelo conforto que ela oferece ao músico, e não por sua beleza.

Com  relação  ao  suporte (Spalleira/Ombreira) a  abordagem  é  um  pouco  diferente,  tendo  em  vista  que  a maior parte dos suportes hoje comercializados oferece vários tipos de regulagem.  Em alguns casos o violinista tem o modelo mais indicado para ele, mas não sabe fazer um bom uso dos recursos que este acessório oferece. Em geral, o violinista acaba por regular seu suporte numa altura muito maior do que a necessária,  visando  fixar  o  violino,  atitude  que  gera  uma  imobilização  da  cabeça  sobre  o violino, além de desequilíbrios na  relação entre a cabeça e pescoço, e a  relação destas duas regiões com o resto do corpo. A melhor maneira de encontrar a regulagem ideal é ter paciência e experimentar várias possibilidades. Se nenhuma ficar confortável, há inúmeros modelos, de formatos e regulagens diferentes, um deles com certeza se ajustará ao corpo do violinista perfeitamente.

Um  bom  arco é  outro  componente  importante  no  bem-estar  do  músico,  além  de assegurar todas as possibilidades técnico-interpretativas necessárias a uma prática que visa um alto  padrão  de  qualidade  geral.  Um  arco  de  qualidade  inferior  pode,  além  de  dificultar  a execução de determinados golpes de arco, exigir um esforço excessivo do membro  superior direito do violinista, gerando desconforto e um possível foco de lesões.
O tamanho, o peso, a curvatura e a elasticidade do arco devem ser ideais para o tipo de técnica que o violinista pratica e para o repertório que ele estuda. Ele é responsável pela maior parte  das  articulações  possíveis  na  execução  do  violino.  Portanto,  quanto  melhor  o  arco, maiores as chances de o instrumentista realizar tudo que sua técnica permite.

Existem algumas  soluções  recentes para adaptar  instrumento musical e acessórios ao
corpo  do  instrumentista.  Exemplos  como  queixeiras  ortopédicas,  ou  violas  com  desenho
diferenciado  (que  beneficiam  movimentação  do  braço  esquerdo  sobre  o  instrumento,  sem alterar o som produzido) são úteis e devem ser levados em conta.

Abaixo modificações no corpo e nos acessórios do instrumento:

Adaptacao

Fonte:

IZABELA KÖENIG:   DORT E VIOLINO – PROPOSTAS PARA UM TOCAR SAUDÁVEL  Pag.51

Trabalho  de  conclusão  de  curso  apresentado  ao  Curso  de  Bacharelado  em  Música  –
habilitação em violino da Universidade do Estado de Santa Catarina

Fevereiro – Retorno das Atividades!

 

Volutas me mordam! Por certo alguns se questionaram, onde estará o Israel a uma hora dessas?

Pelas barbas de Menuhin! Tenhos muitas coisas para contar de minhas férias em Florianópolis (minha cidade!!!), e algumas delas tem a ver com música e violino. E por certo que vou me concentrar apenas nestas aqui.

Então, me hospedei na casa de um amigo, o Felipe. Além de todos os esportes e trilhas que pudemos fazer, temos mais em comum do que se imagina. Violinista desde de que usava fralda, começamos a aprender juntos e seguimos a tocar. Ele agora na Orquestra Sinfônica de Santa Catarina e eu aqui na Sinfônica de Campo Grande.

Pudemos ensaiar um movimento do concerto de Bach para 2 violinos em D menor muito bonito e tantos outros duetos mais, mas o que foi mais divertido nessa história foi nossa experiência com o Choro (um gênero músical – Para quem ainda não conhece).

No fim de uma trilha de 7 km pela Costa da Lagoa encontramos um Bar/Lanchonete (difícil de definir) onde haviam 2 músicos. Uma violinista e um acordeonista (Julia e Francisco). Foi um encontro inesperado.

O tio deles (‘Willy’) nos chamou para assistir e fomos prontamente. Sim, era Tango! Dois argentinos de Buenos Aires ‘porteños’ a tocar!  Foi uma surpresa grandiosa. Nos apresentamos como violinistas, eramos três, o irmão do Felipe também toca (Mateus) e marcamos de nos encontrar para fazer um som juntos no dia seguinte.

E foi isso que aconteceu! No outro dia pegamos o barco a fim de não se cansar demasiadamente. Só que o Felipe levou o violão também. E aí rolou um intercambio muito massa. Levamos o Choro e eles apresentaram mais uma vez o Tango. Fizemos algumas improvisações, trocamos contatos, e PARTITURAS é claro! Além disso o tio deles mora lá e é um compositor de extrema criatividade e simpatia, ainda toca violão com muito sentimento.

Bem, e outro dia resolvemos sair e tocar na praça. Se aventurar nessa de músico de rua sabe?  Uma brincadeira que dá dinheiro senhoras e senhores. Éééé, vale a pena experimentar pelo menos uma vez na vida. E nessa minha primeira vez foi SUPER MEGA GIGA TERA  interessante meSSSSmo!!!!

Primeiramente quando vi as pessoas darem suas contribuições, não fazia muito tempo e não era nenhuma esmola. Surprendeu-me a generosidade e ainda mais o fato de que muitos destes não eram pessoas de ótimas condições, inclusive um hippie desse que vive do artesanato veio nos prestigiar e contribuir. O Felipe foi feliz em comentar algo a respeito, mas me falha a memória, portanto não me arrisco em dizer agora.

Nos fez refletir profundamente e de fato não pudemos aceitar todas as contribuições, mas foi o suficiente para um lanche depois.

Eu falei em surpreendente, mas ESPETACULAR foi o que houve a seguir. Saímos daquele ponto em busca de outro e depois da primeira quadra encontramos um quarteto do Uruguai tocando sabe o quê? CHORINHO!!! E aí no intervalo de uma música e outra combinamos de tocar. Eles tinham bem mais estrutura que a gente é claro, e já tinham CD gravado. Com seus amplificidores e microfones pudemos fazer algumas apresentações apenas eu e o felipe, e nos intervalos um poeta de Brasília que também chegava por ali aproveitou para declamar algumas obras divertidas. Por fim, para encerrar pudemos todos tocar juntos a música “Vou casar do Uruguai” e foi um sucesso absoluto. Nem preciso dizer que saímos de lá com o sorriso até a orelha sem acreditar no que tinha ocorrido.

E antes que eu me esqueça… Vou me apresentar com uma orquestra na Bolívia em Abril, serão 4 dias em Santa Cruz de la Sierra – Festival Internacional da Música Barroca.

E como eu sou um cara muito sortudo ou cheio de coicidências, no ônibus de retorno conheci uma senhora boliviana de Santa Cruz…Meu!!!…Que loucura essas férias…E vocês só sabem essa parte. Bem bem…

Então ‘buona gente’ estou de volta a Campo Grande. É hora de cair da cama porque as férias foram um sonho!

Ano que vem preparem-se para outras grandes novidades!

Janeiro – Praia e Férias

Download – Red Priest – Pirates of the Baroque

Ah o que seria do Violino Vermelho se não fosse o grande apoio participativo de nossos leitores?

Posso lhes garantir que não haveria links para escutar Red Priest  (os piratas do barroco) tão cedo se não fosse pelo nosso colaborador Robson!

Valeu ROBSON!  Aproveitem o tesouro!  E Feliz Natal!

Download!

WHAT?! – Higrômetro

Um Higrotermómetro ou Higrômetro,  é um instrumento que serve para medir a umidade presente nos gases, mais especificamente na atmosfera. É utilizado principalmente em estudos do clima, mas também em locais fechados onde a presença de umidade excessiva ou abaixo do normal poderia causar danos, por exemplo em peças de museus, documentos de bibliotecas e elementos de laboratórios e…VIOLINO!

Os higrômetros são compostos, em sua maioria de substâncias com capacidade de absorver a umidade atmosférica. Entre elas estão o cabelo humano e sais de lítio. No higrômetro construído com cabelo humano, uma mecha de cabelos é colocada entre um ponto fixo e outro móvel e, segundo a humidade a que está submetida, ela varia de comprimento, arrastando o ponto móvel. Esse movimento é transmitido a um ponteiro que se desloca sobre uma escala, na qual estão os valores da umidade relativa. Já o higrômetro de sais de lítio baseia-se na variação de condutividade desses sais, os quais apresentam uma resistência variável de acordo com a água absorvida.

Consegue ver ele aí dentro?

Post Nº 100 !!!

Olá pessoal! Neste fim de ano há muito o que comemorar!

Este é o post de número 100!

Recentemente o blog alcançou a marca de 10.ooo visitas!

Uma evolução assustadora, de 343 visitas no 1º mês para 2556 no 3º.

O blog completa 7 meses de existência!

Conquistou o respeito e já foi citado em diversos blogs, inclusive do exterior, veja aqui

Sempre concentrando o máximo de informação e reunindo diversos links!

Fazendo contatos com o Brasil inteiro, respondendo perguntas, criando parceirias com outros blogs…

Desenvolveu um canal do Youtube

E outras opções de conteúdo tais como:

Ustream – TV online

Twitter

Blogspot

Delicious.com

É isso então, ano que vem apostaremos em mais novidades! E já vou adiantando…FELIZ NATAL E UM VIRTUOSO ANO NOVO!


Qual o presente que vai dar no Natal?

E ainda retomando o tema PIRATESCO…

Clique Aqui

O natal tá logo aí gente, já pensou no que vai dar de presente?

Esta camiseta e outras sugestões você encontra na loja virtual http://www.zazzle.com/

Red Priest – Pirates of the Baroque

E já que o último post foi sobre piratas…Quem puder escutar esse álbum por mim, ou tiver em casa, ou souber onde baixar…Porque mais uma vez em minhas navegações as cegas avistei mais um tesouro escondido…Só que ainda não consegui abrir o baú.

Album Gravado novembro 2006

“Um disco surpreendente … uma performance extraordinária em um dos grupos mais emocionante que eu encontrei.

DAVID MELLOR on CLASSIC FM

“Alguns conservadores podem até torcer o bico, mas o que eles fazem com a música barroca nos diverte com sua exuberância, irreverência e virtuosismo estonteante.”

THE DAILY TELEGRAPH Classical CD of the Week

“Ferozmente agradável …. os músicos, seus truques estilísticos … eu amei tudo.”

THE TIMES March 7th 2009

“Spectacular virtuosismo e espírito travesso …”

BBC MUSIC MAGAZINE March 2009

Sobre os músicos…só o que sei é:

Piers Adams – Recorders
Julia Bishop – Violin
Howard Beach – Harpsichord
Angela East – Cello

Eu pelo menos encontrei a página deles! Se quiserem uma palhinha visitem a seção de vídeos clicando aqui!

Violinokê – Piratas do Caribe! – Level Easy


Aperte logo o PLAY!

Partituras e Métodos

Muito bem amigos, neste fim de ano a gente começa a fazer cada promessa né?…A maioria de vocês vai querer estudar mais em 2010, eu aposto que sim, mas que tal começar o ano reformando a estante com métodos e partituras?

Bem, foi onde ancorei dessa vez em minhas navegações.

Clique Aqui e acesse o Drive Virtual.

Lá encontrei diversas partituras de violino, métodos …

Divirtam-se! Mas com moderação!

Violinokê!!! A moda que vai embalar suas férias \o/

Estão percebendo uma movimentação estranha no blog?!! É, estou com mais tempo, mas  em breve estarei numa praia e aí não sei não hein

…Vou levar minha rabequinha, mas o computador…

Partita I – BWV 1002 – Tempo di Borea -

J. S. Bach (1685-1750)

DÊ O PLAY!!!!

O Xangô de Baker Street – Jô Soares

Olá pessoal, mais uma sugestão de livro para passarem as férias!

 

Um violino Stradivarius desaparecido, algumas orelhas cortadas e seus respectivos cadáveres trazem o famoso Sherlock Holmes ao Brasil, por recomendação de sua não menos famosa amiga Sarah Bernhardt. Porém aquilo que parecia um pequeno e discreto caso imperial transforma-se numa saga cheia de perigos, tais como feijoadas, vatapás, mulatas, intelectuais de botequim, pais-de-santo e cannabis sativa. Sem falar, é claro, dos crimes do primeiro serial killer da história, que executa seu sinistro plano nota a nota, com notável afinação e precisão de corte. O britânico e intrépido detetive e seu fiel e desconfiadíssimo esculápio vivem então no Rio de Janeiro a aventura de Sherlock Holmes.

Editora: Companhia das Letras

 

 

 

Para Comprar – Clique Aqui

What?! – Spalla – Você sabe o que é, mas não sabe explicar?

Sabe…Muitas vezes a galera sabe o que é, mas não sabe explicar.

Para os mais leigos ainda, devem se perguntar

Quem é aquele violinista que recebe o cumprimento do maestro?

O Spalla (também chamado de “Leader” na Inglaterra, “Concertmaster” nos EUA e de “Konzertmeister” nos países de língua germânica) é o primeiro-violino da orquestra. Ele executa passagens solistas, repassa aos outros músicos as determinações do maestro e pode atuar como regente substituto.

Até meados do século XIX, grande parte das apresentações eram regidas pelo Spalla, que utilizava o arco para marcar o tempo da música.

O termo italiano que pode indicar tanto a região do colo onde é apoiado o violino, quanto o personagem que, no teatro de revista, dá suporte ao ator principal.

Violino – Por Anne Rice

Olá novamente equilibristas e rabequeiros de plantão, já faz um tempo que não apareço com novidades. De fato esta não é a melhor delas já que se trata de um livro cujo o tema não me atrae muito, mas eu estaria indo contra a filosofia do blog se não publica-se aqui.

Depois de bruxinhos, os temas vampirescos tem se tornado moda entre os adolescentes. Não cabe a mim criticar, é algo particular. Por outro lado o ponto positivo vai para o exercício da leitura que é cada vez mais difícil entre novas gerações acostumadas com a tecnologia, informação pronta e etc…

 

A escritora gótica Anne Rice retorna ao romantismo selvagem de seus primeiros livros e atravessa séculos e continentes para contar a história de três carismáticas figuras, sensíveis e ligadas entre si por uma arrebatadora devoção í música.

Violino se move de uma Viena do século XIX para uma moderna Nova Orleans, passando também por um irresistível e sedutor Rio de Janeiro onde sonhos assumem formas diferentes, pessoas se comunicam com espíritos, santos e deuses se fundem em altares dourados.
A personagem feminina é Triana, uma viúva que sonha em ser uma grande artista, mais especificamente uma musicista. Sua paixão pela carreira a conduz a um embate com um romântico e atormentado jovem violinista, Stefan. E especialíssimo: ele é imortal. Stefan utiliza seus dons e o violino mágico para comprometer e dominar as emoções de suas presas. O terceiro personagem só aparece de forma virtual, mas constante: é o espectro de Ludwig von Beethoven.

O dramático entrelaçamento das ambições, sonhos e desejos de Triana e Stefan os arrasta para uma terrificante esfera sobrenatural, povoada de reminiscências, delírios, fantasias, horrores e terríveis verdades. A princípio vítima do feitiço do violino mágico de Stefan, seduzida por ele, Triana vai se libertando aos poucos para compreender a força da música e a luta pela própria vida.

Fortíssimo em emoções, Violino captura a paixão vulcânica de seus personagens através de um estilo narrativo fascinante. É um autêntico Anne Rice.

 

Para Baixar – Cliquei aqui

Pianista e Orquestra Sinfonica

Pianista Indicado ao Grammy e Orquestra Sinfônica abrem o III Encontro com a Música Clássica

A terceira edição do “Encontro com a Música Clássica” acontece entre 1 e 5 de Dezembro no Teatro Aracy Balabanian com entrada franca sempre às 20:30.

Assim como nos anos anteriores, a programação está repleta de concertistas de alto nível musical, cujo trabalho é mundialmente reconhecido.

Antonio Vaz Lemes foi indicado ao Prêmio Grammy Latino (2006) apresenta-se com freqüência no Brasil e Europa, é vencedor de inúmeros concursos para piano. Atua também na área da música popular, trabalhando com Edson Cordeiro, Ney Mato Grosso e Marília Pêra.

Antonio realiza recital solo com obras de compositores franceses e na segunda parte do programa será solista no concerto n. 20 para piano e orquestra de W. A. Mozart juntamente com a Sinfônica Municipal de Campo Gande.

Regência Eduardo Martinelli.

Encontro com a Música Clássica 2009 + MASTERCLASS

MASTERCLASS

Teatro Aracy Balabanian

Dia 1º às 9 horas

Antonio Vaz Lemes (Piano)

Dia 3 às 9 horas

Nailson Simões (Trompete e instrumentos de Sopro)

Dia 4 às 9 horas

Quaternaglia (Violão)

Dia 4 às 17 horas

Jairo Chaves (Viola e Instrumentos de Arco)

Taxa de inscrição 10 Reais, todos os alunos receberão certificado na hora, mesmo que não tenha tocado.

Os interessados devem estar no local no horário do Masterclass desejado para realização da inscrição, (não há inscrição antecipada).

Informações: (67) 9229-2175

Feliz dia do Músico 22 de Novembro